É como se eu gritasse, esperneasse, chorasse e implorasse. Como se pedisse para ser alguém. Como se quisesse de algum modo que alguém me visse e simplesmente entendesse.
Eu me pergunto, "pra que sonhar?" Ou melhor: "Por que sonhar dói tanto?" se sonhar fosse fácil, seria profissão.
Cansar de ser invisível não tem dado em nada, assim como tentar mudar minha "sem-gracice" não tem mudado droga nenhuma.
Eu digo que sou uma Guerreira Livre, que levantei, mas eu realmente estou de pé? Viver é diferente de sobreviver, como minha vida está então?
Se sentir vazia é a pior sensação do mundo. Eu preferiria me sentir triste ou qualquer outro sentimento ruim do que não sentir nada. Lágrimas verdadeiras valem mais que sorrisos falsos. Não conseguir sentir é um sintoma da sobrevivência.
Às vezes gostaria de ser uma estrela e somente brilhar, nunca cair. Sempre lembrada nunca esquecida. Tenho medo de não deixar uma marca, de simplesmente morrer e virar pó, sem história.
Eu queria voltar a se a antiga "eu" a garota positiva e alegre que acreditava em tudo. A garota que não conhecia o mundo que só conhecia o lado bom da vida.
Sinto falta dessa garota e de como seus sorrisos eram sinceros e suas gargalhadas eram altas por natureza. Sinto falta da alegria que lhe acometia sempre que uma situação boa começava, de como era fácil se expressar e em como as pessoas a escutavam. Sinto falta de vê-la viver.
Eu não quero mais ser essa garota. A garota que se transformou diante das circunstâncias. A garota que é fria, que não sente, que não demonstra quem é, a garota não ouvida, a garota que sobreviveu.
A intensidade das emoções não é mais a mesma. É como se eu gritasse, esperneasse, chorasse, implorasse e ninguém devolvesse o meu eu.
Giu Pereira

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